Ui, acho que essa semana foi uma das mais complicadinhas que eu já tive!
Cruz credo, quanta coisa pra fazer!! O_O
Bom, vamos às novas!
Eu ainda não obtive minha criatividade de volta, mas consegui desenvolver um texto legalzinho.
Ahh, eu gostei muito dele, tá? Ç.Ç
Eeeee, como eu disse anteriormente: o blog está de cara nova! Nada original, desculpe-me, mas pelo menos ficou uma gracinha! =]
Está um pouco bagunçado, eu sei, mas quando tiver um tempinho de sobra eu ajeito ele direitinho, certo?
Beijocas, folks! ;*
.:Pandora:.
- Bem vinda ao mundo, minha filha. – disse o pai à sua pequena criança de olhar inocente, pousando gentilmente as mãos em seus ombros dela. – Eu sei que você ainda é muito pequena, mas preciso te apresentar à sociedade em que você viverá.
Ela ergueu o rosto, encarando com seus olhos clarinhos à seriedade de seu pai. Apesar de não entender muito bem o propósito daquela festa, ela havia aceitado gentilmente o pedido dele e se arrumara apropriadamente para encarar aquela noite de
gala. Só agora, porém, era capaz de entender pelo menos um pouco o que aquilo tudo representava para ele.- Você sabe, querida. – começou, enquanto pegava a pequena mão de sua filha e a guiava rumo ao grande prédio que se estendia à sua frente. – No mundo em que vivemos, a sociedade é regida por influências. Você tem que conhecer as pessoas certas se quiser ter um futuro promissor.
- E isso não é errado? – Ela perguntou, depois de pensar um pouco na afirmação.
- Deveria ser. – respondeu ele, sem muita emoção nas palavras. – Mas digamos que no momento isso seja uma forma de sobrevivência. O mundo pode ser bem cruel de vez em quando se você não souber onde se apoiar.
Os dois caminharam silenciosamente pelo tapete vermelho da entrada, enquanto a menina digeria sinceramente as palavras ditas pelo seu pai. Aos seus ouvidos, aquilo tudo ainda parecia muito incorreto. Mas ela sentia que aquele não era o momento apropriado para contestações.
- Seja apenas simpática com as pessoas que conhecer hoje. – murmurou o pai, ajeitando a gravata, enquanto esperava o guarda inspecionar seu convite.
- Tudo bem. – Ela sorriu quando finalmente foram liberados e seu pai começou a guiá-la para dentro do salão, e, de repente, o mundo se transformou aos seus olhos.
Quando soube que a festa seria de gala, e onde toda a sociedade estaria presente, esperava por alguma coisa bem pomposa, mas, ao encarar o ambiente interno da festa, descobriu que pomposo seria um adjetivo muito inapropriado para a decoração estonteante que estava à sua frente.
O lugar era inteiramente revestido por panos cor de pérola, enfeitados por pingentes dourados e vários pequenos diamantes. Havia um enorme lustre de cristal no teto iluminando todo o ambiente e fazendo brilhar ainda mais os detalhes. Garçons jeitosos andavam com exímia habilidade, carregando bandejas repletas de champanhe e outras bebidas. E ainda havia um número considerável de pessoas bem vestidas e com aparências que diziam claramente que eram podres de ricas.
A pequena menina sentiu-se completamente intimidada por tanto dinheiro refletido naquela decoração exuberante e nas pessoas que circulavam por ali.
- Não se preocupe. – disse seu pai, quando ela apertou sua mão, demonstrando a sua insegurança. – Um dia isso tudo fará parte da sua vida.
Ele sorriu largamente para algumas pessoas que passaram e em seguida guiou a menina por um grupo de moças que conversavam alegremente entre si.
- Essas são a Inveja e a Falsidade. – disse, apontando para cada uma delas, respectivamente. – Você provavelmente se encontrará muito com elas durante sua vida aqui. Então, é importante que as conheça bem.
- Oi. – A menina murmurou, timidamente.
Falsidade deu um sorrisinho simpático junto a um breve aceno de mão, ao passo que Inveja apenas assentiu com um rápido sorriso felino.
- Prazer em conhecê-las. – balbuciou a menina, ao ver que nenhuma das duas ia dizer nada.
- O prazer é todo meu. – respondeu Falsidade, novamente com um sorriso largo. – Acho que nos daremos muito bem.
- Que bom! Mais tarde vocês poderão conversar o quanto quiserem. – disse o pai, puxando a mão de sua filha. – Tenho que apresentá-la a mais alguns amigos, antes.
Dizendo isso ele guiou sua filha pelo salão, atravessando o mundo de gente até a mesa de frios, onde uma velha senhora bebericava seu champanhe.

- Minha filha, está é a Arrogância. – Ele assentiu para a senhora, que com os olhos analíticos, observou a pequena menina.
- Oi. – balbuciou ela, olhando sem jeito para os olhos azulados que a encaravam.
- Olá. – respondeu a senhora, arqueando a sobrancelha quase que inexistente. – Qual é o seu sobrenome, menina?
Assim que a mulher fez a pergunta, o pai da menina puxou sua mão antes que ela tivesse sequer tempo de responder.
- Cuidado! – alertou, com uma tonalidade de voz realmente preocupada. – As pessoas te julgam o tempo todo. Não dê material para esse julgamento.
- Certo. – respondeu prontamente a filha, ainda um pouco assustada com aquilo tudo.
Os dois caminharam pelo salão, até que, quando o pai da menina resolveu para um pouco para petiscar, ela avistou um grupo de policiais conversando animadamente no sofá.
- Policiais? – perguntou, surpresa. – Em uma festa de gala?
- Sim. – Ele sorriu largamente. – Se chamam Negligência e estão muito presentes em nossas festas.
- E quem é aquele ali? – Ela apontou para um cara muito franzino que acompanhava os policiais com as mãos algemadas.
- Ele é a Injustiça. – Deu de ombros. – Provavelmente roubou pra matar a fome e foi preso por latrocínio... Mas venha, quero te apresentar a alguns políticos. – Emendou assim que viu os amigos um pouco mais adiante de onde os policiais conversavam. – Estes são Hipocrisia, desonestidade e corrupção. – apresentou-os, apontando para cada um deles respectivamente. – Eles estão sempre juntos.
A menina sorriu gentilmente.
- Prazer em conhecê-los. – disse, apertando a mão de cada um.
Seu pai e os homens engataram em uma conversa animada sobre os planos para o final de semana, enquanto ela observava atentamente os outros convidados que circulavam pelo salão. Até que, por fim, se deparou com uma cena que chamou sua atenção.
- Pai. – disse, puxando a manga do paletó dele. – Quem são aqueles ali? – Apontou para uma dupla de homens que tentavam entrar na festa, mas que estavam sendo barrados pelo guarda.
- Aqueles são a Bondade e a Honestidade. – Ele suspirou, como se aquele assunto fosse complicado. – Podem aparecer em qualquer lugar. Onde menos você esperar, lá estão eles... Mas nunca são bem vindos. Nossa sociedade os exclui, como você pode ver.
- Por quê?
- Eu não sei. – Ele deu de ombros e apontou com a cabeça para o barzinho da festa. – Vem, só vou te apresentar para mais um grupo e depois você está livre para curtir a festa e fazer amizade com eles, tudo bem?
Ela assentiu com a cabeça e ele a levou para o local indicado.
- Estes são os gêmeos Conformismo e Comodismo. – Apontou para dois jovens que deviam ter mais ou menos dezessete anos, que conversavam um com o outro enquanto teclavam no notebook com uma das mãos e equilibravam uma lata de Ice na outra. – Alguns dizem que se completam. São bem inteligentes, também.
A menina deu um fraco sorriso, mas os meninos nem viraram o rosto.
- Querida, eles são um pouco anti-sociais, se você insistir acabara conseguindo se aproximar deles. – Ele deu-lhe tapinhas nas costas para incentivá-la. – Agora, como prometido, você pode curtir sua festa.
Entretanto a menina estreitou os olhos, tomada subitamente por uma dúvida, e segurou o paletó do pai antes que ele se afastasse.
- Eu só tenho uma pergunta.
- Pois não?
Ela o encarou por alguns segundos e por fim, perguntou:
- E eu? Como me chamo?
- Você? – Ele pareceu surpreso por um instante, mas depois simplesmente sorriu. – Você é a Esperança.


